Como deve ser a alimentação da mãe durante a amamentação

A alimentação da mãe durante a amamentação precisa ser rica e variada.

Mas, o mais importante é que ela deve ser repleta de verduras, legumes, cereais integrais e frutas. Evitando, ao máximo, alimentos industrializados e muito gordurosos que não ajudam na nutrição, nem da mãe e nem do bebê.

Durante esse período, mesmo com o aumento de calorias na dieta, a mulher pode emagrecer até 2 quilos por mês, de maneira lenta e gradual. Isso acontece devido a energia gasta durante a produção do leite materno.

8 dicas para a alimentação da mãe durante a amamentação

Durante a fase de amamentação é essencial que a mãe beba muito líquido para auxiliar na produção do leite. Neste caso, o mais indicado é a água para manter-se hidratada! Nesta fase da maternidade a mulher deve ingerir, por dia, de 3 a 4 litros, sendo pelo menos 2 destes, de água. O restante pode ser considerado nas frutas, sucos, sopas e chás, por exemplo.

A dica é ter uma garrafa de água de 2 litros por perto, para controlar a quantidade que você deve tomar.

Para que seja mais fácil entender como deve ser a alimentação da mãe durante a amamentação, dê uma olhada nessas dicas para compor o cardápio ideal:

Coma pelo menos 3 frutas por dia, ao longo das refeições (manhã, tarde e noite);

Coloque uma porção de verduras e legumes no almoço e outra no jantar;

Opte por carnes magras e as prepare sem gordura (assada, grelhada ou cozida), de 2 a 3 vezes por semana;

Acrescente também os ovos, até 3 vezes por semana;

Inclua no cardápio opções de peixe (cozido), pelo menos 1 vez por semana, no jantar;

Prepare o prato com poucos carboidratos (arroz, macarrão ou batata), para que representem apenas ⅓ do prato;

Faça a ingestão de 3 doses de laticínios diariamente, ao longo do dia (se não houver restrições de saúde);

Tenha atenção às quantidades ingeridas de cereais, como: 2 torradas integrais, 1 pão de centeio, 1 pão integral ou 30 gramas de cereais.

Quais alimentos podem causar cólicas no bebê?

Evitar cólicas nos bebês está diretamente relacionado com a alimentação da mãe durante a amamentação. Portanto, para que isso não ocorra, a dica é evitar alguns tipos de alimentos que causam gases. Alguns exemplos destes são: batata-doce, repolho, couve-flor, brócolis, nabo, ervilhas e feijão com casca.

Também é importante ter atenção ao tipo de alimento. Comer 2 fontes de carboidratos pode ser prejudicial, como por exemplo, numa mesma refeição ingerir arroz integral, ovo e salada de brócolis.

Tenha atenção especial aos chás! Alguns deles, nomeadamente os de ginseng, carqueja e Kava Kava, por exemplo, podem gerar cólicas nos bebês. Assim como o leite de vaca!

O que é preciso saber sobre a alimentação da mãe durante a amamentação

Ter atenção ao tipo de alimento, assim como a quantidade ingerida ao longo do dia ou mesmo da semana é importante e essencial para garantir a produção de leite para o bebê, assim como evitar transtornos, como a cólica. Também é muito importante consultar o seu médico para que ele possa passar orientações específicas de acordo com a necessidade do seu corpo, para se manter saudável.

No mais, você também pode considerar que:

  1. Poucos são os estudos sobre alimentos que aumentam a produção do leite

Existem muito poucos estudos sobre a amamentação e a alimentação da mãe neste período. O que se sabe é que alimentos à base de milho fornecem mais carboidrato, principal fonte de energia do corpo. Assim, com o aumento de calorias no corpo, é possível que a produção do leite materno seja intensificada. E é claro, manter-se hidratada e longe das bebidas alcoólicas para que o corpo se mantenha saudável.

  1. O mais importante é o cardápio como um todo

O organismo gasta cerca de 500 calorias a mais por dia durante o processo de produção e amamentação de um bebê. Por isso, o corpo exige mais nutrientes, especialmente, proteínas e carboidratos. Quanto mais natural for o cardápio, melhor.

As mulheres devem investir numa alimentação variada e balanceada, com muitos vegetais, oleaginosas e carnes magras. Evitar os excessos, sejam eles de sal ou açúcar, assim como os alimentos industrializados e/ou processados.

  1. A alimentação da mãe durante a amamentação não deve ser a base de dietas radicais

A mãe pode ficar mais debilitada por falta de energia, principalmente, em uma fase em que ela deve ser abundante. Portanto, atenção às dietas radicais, pois elas podem reduzir a produção de leite, assim como a sua qualidade, prejudicando o bebê quanto aos nutrientes que ele necessita.

Lembre-se que voltar ao “peso ideal” após uma gestação é o que toda mulher procura, porém, durante a amamentação, não é indicado fazer dietas. Procure por uma alimentação saudável e não restritiva! Assim como a prática regular de exercícios físicos, assim que for autorizada pelo médico.

  1. A cafeína é permitida, mas em pequenas quantidades

Em altas doses, a cafeína pode ter efeitos estimulantes e prejudiciais ao bebê, fazendo com que ele fique mais irritado. Com isso, café, chá-mate, chocolate e refrigerantes à base de cola até são permitidos, desde que em pequenas doses.

  1. Tomar leite de vaca não dá alergia à proteína do leite

Em alguns casos, o bebê pode manifestar uma alergia à proteína do leite de vaca (APLV), encontrada no leite da mãe. Porém, é mito que o contato com essa substância através da amamentação provoque esse tipo de reação.

Portanto, se você vai ter um bebê deve sim se preocupar com a alimentação da mãe durante a amamentação! E o mesmo é válido para aquelas que já estão nesse processo! Siga as dicas e, se notar qualquer problema, procure o seu médico! E lembre-se: o leite materno é o alimento mais completo para o bebê.

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Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.