Tudo o que as Grávidas devem saber sobre o Exame Estreptococos do Grupo B

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Entre os exames feitos nas gestantes estão: ecocardiograma, ultrassom, hemograma, papanicolau e estreptococos do grupo B.

Quando as mulheres ficam grávidas elas sabem que precisam ir a um médico para iniciar o pré-natal, que são os exames que devem ser feitos regularmente até o dia do bebê nascer.

Saiba o que precisa saber sobre o exame do estreptococos do grupo B.

Conteúdos
  1. Bactéria estreptococos do grupo B
  2. Como o exame do estreptococos do grupo B é feito?
    1. Exame no Brasil
  3. Resultado positivo

Bactéria estreptococos do grupo B

A bactéria estreptococos do grupo B é um organismo comum que vive no trato gastrointestinal e na flora vaginal de cerca de 30% das grávidas.

Essa bactéria é inofensiva na maioria dos casos. Ela somente é agressiva com os recém-nascidos na hora do parto, especialmente dos prematuros, por isso, é muito importante fazer o exame.

Como o exame do estreptococos do grupo B é feito?

O exame é rápido e simples, ele consiste em retirar, com o auxilio de um contonete, amostras da cultura de bactérias da região da vagina e do ânus.

Depois o especialista irá conferir se a bactéria estreptococos do grupo B está vivendo na região íntima da grávida.

O resultado do exame sai em poucos dias. Especialistas recomendam fazer esse exame nas últimas semanas de gestação, porque, quanto mais próximo do parto estiver, mais a flora vaginal estará parecida com a do momento do parto.

Exame no Brasil

No Brasil, o exame do estreptococos do grupo B é recomendado pelo Ministério da Saúde.

O órgão recomenda que os ginecologistas realizem esse exame em todas as gestantes, porém, em outros países, o exame só é indicado para grupos de grávidas de risco.

Resultado positivo

De acordo com médicos, entre 15% a 20% das grávidas apresentam a presença da bactéria do estreptococos do grupo B.

As mulheres que receberem o diagnóstico positivo dessa bactéria, não precisam se preocupar, porque enquanto o bebê estiver no útero não há chances da bactéria infectá-lo, o risco só ocorre quando o bebê nasce, pois, no momento do parto as bactérias podem passar para o recém-nascido.

Se a gestante for diagnosticada com a bactéria estreptococos do grupo B, ela será tratada com antibióticos na veia durante o parto, o que diminui o risco de transmissão.

O índice de contaminação da bactéria para os bebês com o uso de profilaxia é de 0,3 a 0,4 casos a cada mil bebês nascidos vivos.

É preciso ter muito cuidado para o bebê não ser contaminado, porque o recém-nascido pode desenvolver meningite e quadros muito graves de infecção generalizada o que pode levar o pequeno até a morte.

O resultado positivo no exame de estreptococos do grupo B, não exclui a opção do parto normal, esse resultado só serve para saber quais gestantes precisarão de antibióticos na hora do parto.

Emilly Cavalcanti

Enfermeira pós graduada em UTI Pediátrica e NeonatalGrupo Ama consultoria: Qualificação e Habilitação de Cateter de Picc em Neonatologia, Pediatria e Geriatria.APAE-SP Capacitação Profissional do teste do PezinhoSBP- Sociedade Brasileira de Pediatria: Reanimação Neonatal.