Dermatite atópica em crianças: conheça as causas, sintomas e tratamentos

Entre tantas preocupações que os pais têm com seus bebês, os problemas de pele fazem parte do top 10.

Especialmente quando é verão, a pele sensível dos bebês precisa estar protegida, porém ventilada, além de serem necessários outros cuidados na rotina para evitar problemas como a dermatite atópica, já ouviu falar? Saiba agora o que é esse problema que afeta tantos bebês, quais as causas, sintomas e tratamentos.

O que é dermatite atópica?

A dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, é uma doença inflamatória e crônica de pele que se manifesta na forma de lesões rosadas, descamação e espessamento da pele em determinadas partes do corpo, o que gera bastante coceira e pode inflamar se coçar demais sem tratar.

Essa doença afeta adultos e crianças, inclusive bebês por volta dos 2 a 3 meses de vida, pois eles têm a pele mais sensível e todos os sistemas do corpo ainda em formação, fazendo com que esse tipo de reação se torne mais incidente nessa idade.

Causas do eczema atópico

O eczema atópico afeta, principalmente, pessoas que têm um histórico familiar da doença ou que sofrem com outros problemas relacionados às alergias, como asma e rinite, também aquelas alimentares.

Um fator importante a ressaltar é que as crianças que têm um dos pais alérgicos possuem 25% a mais de risco de desenvolver a dermatite. Não significa que vá acontecer, mas é um alerta para que se tomem os devidos cuidados na intenção de prevenir o surgimento das lesões.

De modo geral, não há uma única causa determinada para o surgimento desse problema de pele, mas acredita-se que tenha relação direta com as alergias e com alguma alteração específica de determinados organismos, deixando-os mais suscetíveis às inflamações.

É considerada uma doença comum em crianças, pois, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, esse problema de pele é responsável por 1% das consultas no pediatra e por 20% das consultas no dermatologista infantil. Entre todas as idades, afeta de 10 a 30% da população.

Sintomas da dermatite atópica

Antes de saber propriamente sobre os sintomas, é importante os pais saberem que como essa doença é crônica, pode ser que os sintomas desapareçam por vários anos e voltem na adolescência, então os cuidados devem ser permanentes.

Para se ter uma ideia, em 45% dos casos a doença se manifesta durante os primeiros 6 meses de vida. Em 60% ela surge durante o primeiro ano e 85% dos casos ocorre antes dos 5 anos de idade.

Estima-se que 75% das crianças, com essa condição, irão apresentar melhora entre os 10 e os 14 anos, mas há uma chance de 25% de persistência da doença na adolescência. Veja agora quais são os sintomas e fique atento ao comportamento do seu pequeno.

Lesões avermelhadas na pele

Os pais irão perceber que o bebê ou a criança começa a apresentar manchas avermelhadas na pele, como uma irritação, em especial nas regiões que produzem mais suor, pois vai deixar a pele quente e úmida.

Coceira

A coceira é inevitável, pois trata-se de uma reação alérgica que está ocorrendo no local. O que deve ter cuidado é para que o bebê ou a criança não fique coçando o tempo todo, pois há o risco de evoluir para uma inflamação por causa do contato de bactérias e outros micro-organismos que estão no ambiente externo com a parte interna da lesão aberta pela coceira.

Descamação e espessamento da pele

Outro sintoma comum, em especial nas crianças mais velhas que apresentam as lesões nas dobrinhas do corpo, é a descamação da pele.

Ela pode vir seguida de um espessamento, como uma crosta, que deixa aquela região mais grossa e menos sensível.

Incômodo geral

Naturalmente, com esses sintomas a criança vai ficar incomodada, chorosa e irritada, em especial nas épocas de mudança de estação ou quando ocorrem variações bruscas do clima, que é quando os sintomas tendem a se intensificar.

Deixar a criança vivenciar situações de alto estresse também pode piorar os sintomas.

Dermatite atópica tem cura?

Por ser uma doença crônica, considera-se que a dermatite atópica não tem cura, mas tem tratamento e formas de evitar que ela se manifeste com tanta frequência.

São cuidados que precisam ser mantidos ao longo da vida, já que a doença pode passar anos adormecida e voltar a surgir na adolescência ou na vida adulta.

Entretanto, não se pode descartar a possibilidade de cura, pois ela existe. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), estudos vêm sendo realizados e discutidos entre os especialistas na busca por causas determinadas desse problema, ainda que se trate de uma combinação complexa de fatores.

Os pais devem conversar com o pediatra e o dermatologista para ficarem por dentro de como andam as pesquisas nesse sentido para que, no futuro, possam tratar seus filhos com a certeza da cura e não apenas de manter a doença adormecida.

Dermatite atópica tratamento

Os tratamentos prescritos para a dermatite atópica, até o momento, não visam a cura, mas sim, o alívio dos sintomas.

Então, as recomendações variam para cada paciente, de acordo com a gravidade da dermatite apresentada, mas de modo geral são os seguintes:

Pomadas para dermatite que hidratam e acalmam a pele;

Pomadas comuns voltadas para a hidratação da pele que sejam feitas para bebês;

Evitar banhos muito quentes;

Evitar o uso exagerado de sabonete e cosméticos, mesmo perfumes antialérgicos;

Estar atento a fatores externos que possam desencadear os sintomas, mantendo a casa bem limpa e arejada;

Evitar roupinhas com tecido sintético;

Manter as unhas da criança curtinhas para evitar machucar as lesões;

Manter uma alimentação saudável e cuidadosa até saber se pode haver relação com alergia alimentar;

Em casos mais graves o tratamento pode ser feito com antialérgicos e anti-inflamatórios;

Deve-se manter o acompanhamento médico para identificar possíveis complicações e para perceber quando o tratamento está apresentando efeito positivo também.

Advertisement
Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.