Baixa estatura: o que pode ser quando seu filho está abaixo do esperado?

No momento do nascimento a equipe médica afere o peso e o comprimento do bebê para que essas medidas sirvam de base ao longo do seu desenvolvimento e até mesmo para ajudar a definir problemas com baixa estatura.

A partir de então, todos os meses, os pais devem acompanhar o crescimento da criança com o pediatra para saber se ela está aumentando de peso e de estatura conforme o esperado para sua idade.

Mas, e quando se percebe que a criança está com baixa estatura, o que fazer? Tire a dúvida agora.

Principais causas da baixa estatura na primeira infância

Quando os pais são baixinhos, é comum que pensem ser normal o seu filho em fase de crescimento também ser menor do que os coleguinhas da mesma idade. De fato, esse é um fator levado em consideração, mas não o bastante para os pais se contentarem caso percebam que a criança não está crescendo dentro da média.

Essa média é estabelecida na Tabela das Curvas de Crescimento elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida como padrão mundial. Ela leva em consideração diversos critérios que variam conforme o país.

Se, de acordo com a tabela usada pelo seu pediatra, o seu filho está com baixa estatura, é necessário investigar o que pode estar acontecendo para interferir no crescimento dele. Veja quais são as principais causas para que tenha consciência do quanto é essencial manter esse acompanhamento em dia e ficar atento à saúde do seu filho.

Deficiência no hormônio do crescimento

Como esse é um problema de causa hormonal, é comum que apresente outros sintomas relacionados, como excesso de glicose no sangue e obesidade infantil.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, esse problema ocorre quando o hormônio GH não é produzido na quantidade adequada e as causas variam entre genéticas, traumas, tumores cranianos, doenças infecciosas ou inflamatórias.

Nutrição inadequada

Cada vez mais os pais se conscientizam que as crianças necessitam de uma alimentação equilibrada, nem demais nem de menos, e com excelente qualidade. Se a criança não estiver consumindo todos os nutrientes de que precisa para crescer, poderá ter sua estatura prejudicada, bem como outros prejuízos na saúde.

Anemia

A anemia nem sempre está associada apenas a uma nutrição deficiente. Pode ser que a criança tenha algum problema relacionado à não absorção de nutrientes que esteja dificultando a produção de sangue e, com isso, o seu crescimento normal.

Restrição de crescimento intrauterino

Quando o feto, por alguma razão, não atinge o tamanho esperado para a idade gestacional em que se encontra, ele é classificado com a condição chamada de RCIU, sigla para Restrição de crescimento intrauterino. Na maior parte dos casos, a causa está relacionada ao estilo de vida da mãe.

Acondroplasia

Essa doença é uma síndrome genética que causa retardo no crescimento e de forma desproporcional, deixando a cabeça mais larga, os membros mais curtos e o tronco normal.

Doenças crônicas, como asma, diabetes infantil, problemas renais e doenças cardiovasculares também podem ser a causa da baixa estatura na infância.

O que fazer quando seu filho tem baixa estatura com relação a idade

Quando os pais têm o cuidado de fazer o devido acompanhamento do seu filho com o pediatra, fica muito mais fácil detectar a baixa estatura e investigá-la para descobri se há tratamento.

Na maior parte dos casos, há o que fazer para reverter o quadro. Mas o tratamento só poderá ser determinado quando forem feitos exames clínicos, de sangue, de imagem e uma avaliação sobre o estilo de vida e o histórico de saúde da criança.

Portanto, em resumo, se o seu filho não estiver crescendo conforme o esperado, não tome a iniciativa de tratá-lo com vitaminas para abrir o apetite ou com receitas caseiras. O primeiro passo – e o mais seguro – para encontrar uma solução é consultar o pediatra.

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.