Ansiedade Infantil: Como identificar e o que os pais podem fazer

Numa primeira fase, parece que ansiedade infantil é algo comum. Afinal de contas, os pequenos são ansiosos e agitados por natureza. Dificilmente uma criança fica em um determinado lugar sentada e quieta, ainda mais agora com o avanço da tecnologia.

Mas é preciso ter atenção e não confundir agitação com ansiedade em crianças; inclusive, os celulares e tablets afetam negativamente e são alguns dos aparelhos que contribuem com o desenvolvimento desse estado emocional.

Os avanços tecnológicos fazem com que as crianças cresçam em um mundo em que as coisas acontecem na hora em que elas querem. Por exemplo, elas nem precisam esperar o desenho favorito passar na TV, porque basta ir assistir na internet.

Quais tipos de ansiedade infantil são mais comuns

Os pais devem ficar atentos aos seus filhos para saber se o seu agito se deve apenas a birra comum da idade ou se o pequeno sofre de algum transtorno emocional.

Veja a seguir alguns tipos de ansiedade infantil:

Ansiedade de separação

Os pequenos podem ficar assustados quando precisam se separar dos pais ou responsáveis. Em geral, quando eles começam a frequentar a escola.

É normal que as crianças menores tenham medo de ficar com um desconhecido, mas elas conseguem se adaptar facilmente.

Já as crianças que sofrem com ansiedade de separação, têm dificuldade de se adaptar.

Crianças com ansiedade de separação podem não querer ir à escola, muitas começam a fazer xixi ou cocô na roupa, choram com frequência e se apegam a um professor. Fazem birras o tempo todo, não querem ir para a cama à noite, não comem, ficam imaginando que pode acontecer algo ruim com os pais e se queixam de sintomas físicos antes, durante e depois da separação.

Fobia social

Uma criança com transtorno de ansiedade social experimenta muita preocupação quando precisa interagir com outras pessoas e fica muito nervosa quando pensa que é o centro das atenções. Esse transtorno faz com que a criança tenha medo de se sentir constrangida.

Fobia específica

Essa doença atinge crianças que têm medo de uma coisa específica, como medo de altura, de gato e de falar em público, por exemplo.

Crianças com esse problema apresentam problemas frequentes e difíceis de resolver relacionados a diferentes aspectos da vida. Elas imaginam o tempo todo, possíveis perigos.

Transtorno do pânico

Crianças com essa doença têm tanto medo que podem apresentar diversos sintomas como: coração disparado, tontura, tremores, náusea e até mesmo falta de ar.

Como ensinar os filhos a terem paciência?

Em alguns casos a ansiedade infantil não se transformou num problema emocional grave.

Entretanto, o recomendado é buscar por um profissional – terapeuta ou psicólogo – para que ele possa avaliar e determinar a melhor maneira de abordar o problema. Em outros casos, pode ser apenas uma questão de ensinar os filhos a lidarem melhor com determinadas situações.

Assim como, de acordo com especialistas, a ansiedade é uma questão genética.

Aprender a esperar

Não existe fórmula mágica para criar filhos pacientes e sem transtornos de ansiedade.

É um exercício diário que precisa ser trabalhado nos pequenos momentos da rotina. Por exemplo, leve os filhos para o supermercado e explique o que vocês estão fazendo. Como numa viagem, por exemplo, ou em outro local que é preciso aguardar: faça brincadeiras para entreter os seu filho para passar o tempo.

O comportamento da criança é reflexo de sua educação em casa e do comportamento dos seus pais com ela.

Entender que é preciso ter paciência

Uma criança que é criada com a sabedoria da paciência de esperar, acaba por se transformar em uma pessoa mais calma, porque, ela entende que o mundo não gira ao seu redor. Ela cresce menos egocêntrica e vive melhor em sociedade.

Criar filhos menos ansiosos também ajuda no aprendizado, já que eles conseguem parar para escutar e assimilar tudo que está sendo ensinado.

Saber como lidar com o tédio

Com tantas atividades, como balé, aula de inglês, natação e tudo mais, a hora do tédio que é aquela de não fazer nada está ficando rara.

Vivenciar o tédio é bom porque gera a necessidade da criatividade para fazer alguma coisa legal e interessante, proporcionando um descanso ao cérebro.

Ter um equilíbrio é muito importante e trabalhar a ansiedade infantil aos poucos dentro de casa é o caminho certo para criar crianças pacientes e educadas.

O que fazer quando se percebe que a ansiedade infantil não está normal?

Em primeiro lugar, é preciso observar se o seu comportamento está causando a ansiedade do seu filho.

Ficar calmo quando o seu pequeno está nervoso por causa de alguma situação é essencial. Pais ansiosos acabam por causar ansiedade nos filhos.

Preste atenção aos sentimentos do seu filho.

As crianças, mesmo quando são bebês, ficam ansiosas ou entediadas.

Ajude seu filho a dar nome aos sentimentos e jamais os despreze. Por mais que pareçam bobos para você, para a criança são muito importantes.

Por exemplo, várias crianças têm medo de ir ao dentista, ao invés de brigar com elas, diga que não precisa ter medo, que você estará ao lado dela.

Elogie seu filho, não importa se for por uma pequena coisa que ele fez. Esse gesto vale muito mais do que muitos presentes. Quando são elogiados, os pequenos se sentem mais amados e seguros.

Mantenha uma rotina em casa, mas tenha flexibilidade, a rotina é fundamental na vida de qualquer pessoa, principalmente na infância. Ter horário para comer, dormir e estudar, por exemplo, é muito bom. Mas no dia em que a criança não estiver a fim de fazer algo da rotina, seja flexível.

Observe o comportamento do seu filho e a maneira que ele reage nas situações, assim poderá ajudá-lo da forma certa evitando que ele desenvolva um transtorno sério. E no caso de sentir dificuldades em lidar com a situação ou que não há melhoras significativas, procure a ajuda de um profissional.

Ele saberá como lidar com a situação e também ajudará os pais, a conviver e fazer com que o sentimento de ansiedade seja reduzido ou até mesmo desapareça.

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.