Cólica em bebê: porque acontece e como aliviar

Não há nada mais agoniante para uma mamãe do que ter que lidar com a cólica em bebê. Afinal de contas, ela não quer ver o seu filho sofrer.

A partir da segunda semana de vida, o choro do bebê é um dos principais indicativos de que ele está sentindo algum tipo de desconforto!

E, na maioria das vezes, trata-se do desconforto abdominal. Apesar de ser uma situação passageira, a cólica em bebê pode surgir até os três meses, devido a imaturidade do sistema digestivo.

Sintomas que indicam cólica em bebê

Como os bebês ainda não sabem falar e apontar para aquilo que está doendo, é preciso aprender e entender a comunicação dos bebês. Com o passar dos dias os pais acabam por perceber quando o bebê chora por fome ou sede, está carente, com dor, medo ou até mesmo fazendo algum tipo de manha.

Mas, se você é uma mamãe de primeira viagem ou quer ter a certeza do que está acontecendo, estes são os sinais mais comuns da cólica em bebê:

Fisionomia do rosto de sofrimento e dor;

Mãozinhas fechadas como se estivessem fazendo força;

Movimentos constantes com as perninhas em direção ao corpo.

Lembre-se que os bebês que se alimentam com fórmulas lácteas são mais suscetíveis a este tipo de desconforto. Apesar de serem modificadas para parecerem com leite materno, elas são feitas com proteínas do leite, que são digeridas com mais dificuldade, o que pode causar a temida cólica em bebê.

Como aliviar a cólica em bebê

No caso do problema aparecer, existem algumas dicas que podem ajudar a controlar e aliviar os sintomas no bebê, para que ele se acalme e pare de sentir dor:

Quando começar a chorar, dê colo e carinho;

Mantenha-se calma para poder acalmar o seu filho;

Deite-o de bruços nos seus braços;

Coloque-o com a barriguinha em contato com o seu abdômen, pois, calor e aconchego ao mesmo tempo são muito eficazes.

Enrole-o num paninho morno (pode usar o ferro de passar roupas para esquentar), deixando-o mais confortável*;

Evite amamentar o bebê durante uma crise de cólica para não estimular ainda mais as contrações;

Faça massagens para que eles possam soltar os gases, como no caso da massagem shantala;

Exercite as perninhas do bebê para facilitar o alívio da cólica em bebê.

* Atenção para não esquentar demais e queimar a pele sensível do seu filho. Sempre coloque o pano aquecido por cima da roupinha e nunca diretamente na pele da criança.

Alimentação da mamãe pode influenciar?

A alimentação da mãe durante a amamentação pode afetar, não só na produção de leite, como também podem causar a cólica em bebê. Alguns dos alimentos que mais podem provocar esses desconfortos são:

Brócolis;
Couve;
Couve-flor;
Pimentos;
Pepino;
Nabo;
Feijão;
Grãos;
Favas;
Lentinha;
Ervilhas;
Chocolate.

Entretanto, essa pode não ser uma realidade para todas as mamães e bebês. Mas o certo é, para não provocar cólica em bebê, melhor moderar. Agora, alguns deles devem realmente ser evitados o consumo em excesso como: café, alho, pimenta e chocolate. Esses alimentos contêm substâncias estimulantes e que podem ser passados para o leite, deixando o bebê irritado.

Para que o leite materno só ofereça benefícios para o bebê, a dica é que a mulher beba muito líquido, esteja calma e tenha uma alimentação saudável. As mulheres que estão dando de mamar devem evitar alimentos industrializados que possuem conservantes e corantes.

O bebê pode tomar chá para diminuir as cólicas?

Essa alternativa já foi muito comum e apesar de algumas pessoas sugerirem os chás como uma boa dica para diminuir as cólicas dos pequenos, não é indicado! Principalmente se a criança ainda não completou os 6 meses de idade, fase da amamentação exclusiva.

Além disso, os chás também interferem no ganho de peso do bebê, uma vez que causam a “falsa saciedade”. Com isso, além de não se alimentar corretamente, ainda deixa de absorver nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento. As cólicas em bebês são muito comuns e podem acontecer várias vezes na semana. Mas não se preocupe e faça tudo direitinho para que o seu bebê fique sem dor.

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.