O poder do dizer “não”: saiba quando essa palavra deve ser dita ao seu filho

Mamãe, você tem noção do poder da palavra ao dizer “não” para o seu filho? Quem tem criança pequena em casa sabe como é comum ficar dizendo “não” o tempo todo.

Claro que os pais dizem essa palavra com uma boa intenção, quer seja para evitar que o filho estrague um móvel ou para evitar que ele se machuque com uma de suas ideias nada confiáveis.

Mesmo assim, dizer “não” para tudo é uma atitude que precisa ser reavaliada por causa do impacto que ela causa na mente da criança. Dizer “não” o tempo todo, sem dar outras opções, deixa a criança frustrada e irritada. Além disso, bloqueia sua criatividade e desenvolvimento cognitivo em muitos momentos que ela poderia soltar a imaginação se tivesse permissão.

Quando é correto dizer “não” ao seu filho pequeno?

A dúvida que fica é: quando é o momento certo de dizer “não” e o que dizer quando o “não” é inadequado naquele momento? Segundo a experiente pediatra Dra. Ana Escobar, em artigo do seu site, é normal que os pais queiram impor limites aos seus pequenos, pois os limites são essenciais para uma boa educação infantil baseada no respeito e na disciplina.

Mas não se pode simplesmente cortar a liberdade da criança porque é mais fácil dizer “não” e, muito menos, dizer “sim” para tudo porque os pais se sentem culpados por estarem ausentes o dia inteiro na vida do filho.

Então, a resposta correta é que o equilíbrio e as alternativas são fundamentais nesse processo educativo. Os pais precisam saber discernir o “não” imprescindível do “não” que permite alternativas, norteando a criança para uma atividade permitida ao invés de deixá-la perdida e frustrada.

Se ficar sem um norte para seguir, a tendência é que a criança utilize formas de expressão como a birra para manifestar a falta de comunicação dos pais com ela.

Quando o “não” pode ser substituído por outra proposta?

Existem diversas situações em que a palavra “não” pode ser substituída por um redirecionamento de atividade. Assim, essa palavra passa a ser usada apenas quando realmente for necessária, ajudando a criança a compreender seu real significado e importância.

Os momentos em que o “não” pode ser substituído são, por exemplo, quando os pais flagram o filho pintando a parede branquinha do quarto.

É quase instintivo soltar um alto “não” nesse momento, porém, é desnecessário. Se disser para a criança que ela não pode rabiscar a parede, sem dar outra alternativa de brincadeira, ela vai continuar sem saber por que não pode brincar desse jeito tão legal e é provável que voltará a fazer quando não estiver sendo observada.

Então, o correto é dizer a criança que ela pode pintar sim, enquanto entrega várias folhas de papel, livros, cadernos e revistas. Essa é a alternativa correta para explicar que na parede não pode, mas no papel pode. Desse jeito o “não” vai soar como um redirecionamento em vez de um bloqueio frustrante.

Quando o não é insubstituível e precisa ser dito

Agora, diferente de quando há alternativas para uma atividade proibida, alguns momentos exigem que o “não”, simples e direto, seja dito. Esses momentos são os que apresentam risco à saúde ou à vida da criança, quando ela precisa entender o que é realmente proibido fazer porque vai resultar muito mal.

Por exemplo, se os pais flagrarem a criança mexendo em uma tomada na parede precisam aproveitar a situação para educar sobre o que é proibido. Nesse momento, devem dizer que “não pode mexer aqui” e, se a criança não desistir, os pais devem bloquear a tomada com a mão até perceberem que ela realmente desistiu.

Não adianta dizer que não pode mexer na tomada e sair do ambiente deixando a criança livre para colocar o dedinho lá outra vez.

Por fim, outro ponto importante a ressaltar é que ao dizer “não” os pais não precisam ser ríspido com a criança. Como ela não tem noção do perigo que corre, de nada vai servir a grosseria. Esse “não” deve ser dito em um tom sério e firme, porém, com amor.

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.