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Furar a orelha do bebê: sim ou não?

Furar ou não a orelha do bebê é um dilema enfrentado pela maioria dos pais. Alguns pais preferem furar as orelhas logo após o nascimento, outros acham que deve ser a criança a decidir quando tiver a idade.

Como tudo relacionado com a maternidade não há um consenso e a decisão final é sempre dos pais.

Porém, antes de tomar esse tipo de decisão é importante estar por dentro de todos os detalhes para tomar a melhor decisão!

É seguro furar a orelha do bebê?

A maioria das maternidades facultava este serviço e as crianças saiam da maternidade com as orelhas furadas. Porém, essa técnica acabou em alguns lugaresdevido aos altos índices de infecção hospitalar. Hoje em dia, a principal dúvida dos pais é se é seguro ou se pode causar algum problema mais grave furando a orelha muito cedo.

Não existe um problema ou riscos, desde que sejam tomados os devidos cuidados, desde a higienização da orelha, assim como do aparelho e brinco a ser utilizado. Além disso, quando realizado o procedimento correto, e da forma certa, o bebê não sente dor.

Também é importante destacar como cuidados para furar a orelha do bebê:

Furar a orelha do bebê: sim ou não

1. Respeitar a idade

Furar a orelha do recém-nascido não é recomendado!

O ideal, quando o furo é feito por farmacêuticos ou enfermeiros, é a partir dos seis meses de idade, quando ela já possui certa imunidade.

Antes disso, pode provocar infecções, que podem ser graves nos primeiros meses de vida.

2. Vacinas

Os furos nas orelhas devem ser feitas depois das primeiras vacinas. Faz parte dos processos de desenvolvimento imunológico do bebê tomar as vacinas de acordo com o calendário.

Essa prática ajuda a reduzir os riscos de contrair determinadas doenças, como tuberculose (BCG) ou Hepatite B.

Quem pode furar a orelha do bebê?

É preciso buscar por um especialista para furar a orelha do bebê. Jamais faça isso em casa ou peça ajuda de familiares.

É necessário esterilizar os materiais, assim como realizar o procedimento no ponto certo da orelha, evitando problemas como queloide e infecções.

Há alguns profissionais especializados em acupuntura e auriculoterapia que são capazes de realizar o furo, com material adequado (e isto inclui o brinco).

Qual o melhor brinco para o bebê?

Os brincos mais recomendados são os brincos de ouro ou de aço inoxidável, pois reduzem bastante os casos de reações alérgicas. (não os só banhados em outro, pois, esses são os que oferecem maior risco de reações alérgicas).

Vale ressaltar ainda que existem modelos que possuem uma espécie de “travinha” que não deixa a tarraxa imóvel. Ou seja, não aperta demais ou sai com facilidade.

Também é importante verificar se o pino não é demasiado grande ou afiado, para não machucar a pele do bebê.

Cuidados após colocar o brinco

Depois de fazer o furo, o recomendado é passar álcool 70%, com ajuda de um cotonete, ao redor do brinco e na orelhinha do bebê, por pelo menos uma semana, até que fique cicatrizado.

Lembre-se de secar bem, com cuidado, após o banho.

Caso note algum sinal de infecção, sangramento ou dor, retire o brinco imediatamente e consulte o pediatra antes de utilizar algum medicamento ou pomada para aliviar e tratar esses sintomas.

Furo humanizado na orelha do bebê

Assim como existe o parto humanizado, também existe o furo humanizado! O que ele propõe é furar a orelha do bebê sem causar qualquer tipo de dor.

Essa técnica foi desenvolvida pela enfermeira e acupunturista Tatiane Capelasso , de São Caetano, após ter uma experiência negativa com a sua filha Manuela.

Polêmica sobre furar a orelha do bebê

O hábito de furar a orelha dos bebês começou a ser questionado por dois motivos: o primeiro deles por causar uma dor desnecessária à criança e o segundo deles por ser uma necessidade de apresentar o bebê como uma menina (por usar brincos).

Portanto, se esta ação for encarada como uma tradição, assim como escolher a cor do quarto do bebê e o estilo de roupinhas, até que ela seja capaz de decidir o que deseja usar e fazer, não há problema.

O que é ruim, não apenas para a família, mas para toda a sociedade, é querer impor e restringir determinadas ações e comportamentos com base no que outras pessoas podem ou não pensar.

O ideal, neste e em diversos outros casos que podem ser relacionados a esta discussão é respeitar a criança e ensiná-la a respeitar os outros!

Actualizado em:

AUTOR: Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.

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