Comunicação dos bebês: entenda os sinais que eles usam quando não sabem falar

O fato de ainda não saberem falar não impede a comunicação dos bebês com o mundo à sua volta. Aliás, estudos apontam que os bebês já começam a treinar seus movimentos faciais desde o útero, ao final da gestação, para que os pais e responsáveis entendam, após o nascimento, quando eles estão felizes, com sono, com dor ou com fome.

O choro do bebê também muda em cada uma dessas situações, basta que os adultos comecem a prestar atenção nas sutis diferenças.

Assim, vão conseguir ter uma boa comunicação dos bebês, sabendo como deixá-los mais tranquilos e satisfeitos sem precisar de qualquer palavra.

Comunicação dos bebês: 6 situações para interpretar

Os sinais que os bebês enviam quando precisam satisfazer alguma necessidade podem ser percebidos com facilidade por meio da observação.

Geralmente, antes de abrirem um berreiro quando a situação já está no limite, eles se comunicam através da voz e dos movimentos corporais. Veja os exemplos:

  1. Quando o bebê está com fome e sede

Antes de o bebê começar a chorar de fome ele vai reclamar por comida. Ele vai abrir e fechar as mãos como se quisesse pegar algo, também vai chupar o dedo.

Quando começar a chorar, a tendência é que seja um choro prolongado, demonstrando uma necessidade que precisa ser suprida, quase como uma dor na sensação dele. A única solução é amamentar ou oferecer a papinha.

  1. Quando o bebê está carente

Os bebês também ficam entediados ou se sentindo sozinhos, mesmo não sabendo o que são essas sensações. Quando isso acontecer eles vão emitir um chorinho manhoso e que vai passar assim que eles forem pegos no colo, demonstrando que o problema foi resolvido.

Nesse momento, não basta segurar o bebê por um minuto e colocar de volta no berço. Ele precisa de atenção, conversa e carinho.

  1. Quando o bebê está com dor

Como devem imaginar, os pais vão reconhecer um choro de dor porque ele é estridente, como um pedido desesperado de ajuda para fazer aquela sensação parar.

Mesmo sendo apenas um bebê, ele consegue até mesmo apontar o local da dor, quando é uma dor de ouvido, por exemplo, ou quando os dentinhos estão começando a nascer. Se for esse o caso, tenha sempre um mordedor por perto para evitar que ele morda os dedinhos sem querer.

  1. Comunicação dos bebês quando está desconfortável

Se estiver com frio, calor, roupinha apertada, precisando de troca de fraldas ou muito tempo na mesma posição, o bebê vai ficar desconfortável. Logo, ele vai emitir um choro irritado, incómodo, acompanhado de movimentos corporais como se estivesse querendo se livrar de alguma coisa.

Então, devem ser verificadas suas roupinhas, colocando ou tirando, além de mudar o bebê de posição enquanto observa as reações que surgem em seguida.

  1. Reações para medo ou susto

Os bebês podem se assustar com sons muito altos ou repentinos, além de ficarem com medo de pessoas estranhas quando já começam a enxergar melhor, o que acontece por volta nos 9 meses de idade.

Nessas situações a reação do bebê para comunicar o susto ou o medo será semelhante à reação de qualquer pessoa, emitindo berros e movimentos involuntários com o corpinho.

  1. Comunicação dos bebês manhosos

Quando o bebê chega aos 9 meses de idade, mais ou menos, ele já começa a perceber que, ao chorar, ganha um colo gostoso. Então, sempre que estiver manhoso querendo um colo e atenção, ele vai emitir um choro irritado para chamar a atenção.

É um momento crucial para não satisfazer todos os desejos do pequeno ou ele vai entender que a birra é uma boa saída para tudo.

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.