Compartilhar torna as Crianças mais Felizes

Acredite ou não, ensinar a compartilhar, principalmente se for um ato voluntário e não forçado, potencializa as chances da criança ser mais feliz. Além é claro da probabilidade de se tornarem adultos conscientes.

Esta afirmação é com base em uma pesquisa realizada pela Universidade de Tsinghua, no qual foram observadas quais eram os benefícios emocionar de um determinado grupo de crianças (entre os 3 e 5 anos de idade, em uma atividade que exigia compartilhar.

Apesar do estudo ter revelado que as crianças compartilharam mais quando foram obrigadas, elas mostraram mais felicidade quando faziam o mesmo de forma voluntária.

Por que é preciso ensinar a compartilhar?

Na cabeça de um adulto, compartilhar é algo natural. Mas a verdade é que dividir ou emprestar um brinquedo, nos primeiros anos de vida da criança, é uma tarefa difícil, pois ela tem uma certa resistência.

Na primeira infância é comum que elas passem por uma fase de egoísmo, não apenas para ter os brinquedos (por exemplo) só para ela, como também para chamar a atenção dos pais.

Mas tudo isso não é justificativa para deixar de ensinar a compartilhar.

Os pais precisam, aos poucos, ensinar a dividir ou emprestar, com muita paciência e sem forçar situações difíceis para as crianças em si.

Ou seja, não é necessário obrigar, mas sim explicar e ensinar para que ela faça de forma voluntária.

De acordo com a psicopedagoga Maria Carolina Oliveira, que trabalha na Universidade de Harvard nos Estados Unidos, “No auge do egocentrismo, por volta dos dois anos de idade, a criança não verbaliza e reage com o corpo. Pode passar pelo amigo e arrancar seu brinquedo, porque, em sua fantasia, o mundo gira ao seu redor, o outro não existe e é seu desejo ter aquilo”.

Como elas acreditam que, ao emprestar aquilo não será mais seu, ela não vai querer emprestar. Por isso que o caminho ideal é tentar resolver a situação com o diálogo e explicar que não funciona dessa forma. Que ela pode emprestar e depois a criança vai devolver.

É dessa forma que ela se torna mais felizes, pois ao ensinar a compartilhar, elas vão conseguir se “desapegar” do sentimento de que vai perder algo!

Como ensinar a compartilhar

É comum que, ao chegar no fim da primeira infância, por volta dos 6 anos de idade, esse “medo” diminua consideravelmente. Mesmo porque nessa altura também há adaptação escolar e o convívio com outras crianças.

Seja o exemplo

Existem diversos ditados e frases populares com relação ao comportamento das crianças e de seus pais. Por exemplo, “os filhos são o reflexo dos pais” ou “o filho seguirá seu exemplo, não seu conselho”. Daí a importância de demonstrar no dia a dia como dividir e compartilhar, sem que seja necessário alguém mandar.

Pratique o desapego

Assim como ter muitos brinquedos piora a qualidade da brincadeira, é preciso ensinar as crianças a se desapegarem. Ou seja, quando ganhar novos brinquedos, doar os velhos para as crianças que não possuem brinquedos. O mesmo com roupas, livros ou qualquer outro item, nesse sentido. O importante é ensinar a compartilhar, desde brinquedos até mesmo a comida.

Comece dentro de casa

E que tal criar situações para que elas aprendam “na prática”? Ofereça algo que você está comendo para ela e/ou peça um pedaço daquilo que ela esteja comendo. Convide outras crianças da família para passarem uma tarde divertida e demonstre como é interessante dividir e, que no final do dia, os brinquedos dela estarão no mesmo lugar.

Quando observar que ela teve uma atitude positiva de compartilhar algo, faça um elogio! As boas ações precisam ser reconhecidas e isso vai ajudá-la a se sentir bem e querer sempre repetir essa atitude.

Evite castigos ao ensinar a compartilhar

Pode acontecer da criança não se portar bem diante de uma situação de dividir e partilhar algo.

Mas não é preciso fazer ameaças, causar traumas ou gritar com ela. Forçar não é o caminho do aprendizado. Tal como propõe o cantinho da calma ao invés do cantinho da disciplina.

Converse

Converse, explique e tenha paciência, pois essa situação pode ser recorrente nos primeiros anos. Mas a partir dos 4 anos, ela irá assimilar melhor e começará a compartilhar de forma voluntária.

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.