Como educar uma criança sem preconceito

O principal papel dos pais é educar as crianças, incutindo valores. A educação é base para um futuro melhor e sem preconceitos, pois, aceitar o “diferente” é o primeiro passo para ter novas gerações formadas de pessoas mais conscientes e com mentes mais abertas, sendo que, essa conscientização deve começar ainda na infância com a tentativa de educar nossas crianças sem preconceitos.

Um estudo feito pela Liga Antidifamação, uma organização internacional judaica sem fins lucrativos, comprovou que até os seis anos de idade quase metade das crianças já tiveram atitudes preconceituosas.

Para mudar essa situação é missão dos pais tentar formar adultos sem preconceitos que saibam respeitar independentemente da cor, religião, condição física, financeira, etnia ou escolhas de cada pessoa, tendo sempre em mente que todos são iguais.

Como educar uma criança sem preconceito

Seja um exemplo

Estudos feitos pelas Universidades de Nova York (NYU) e Amsterdam comprovaram que crianças de 5 e 6 anos se inspiram nos adultos para criar sua personalidade, sendo assim, é mais que óbvio que as crianças imitam os pais.

É importante sempre mostrar uma boa conduta sem preconceitos, não adianta só falar é preciso mostrar em ações, já que, as crianças são verdadeiras esponjas, estão sempre prestando atenção e absorvem tudo.

Atravessar a rua quando avistar um casal do mesmo sexo, criticar uma mãe solteira no parquinho ou apertar mais forte a mão do filho quando passar por um negro são apenas alguns exemplos onde os pais acabam se mostrando preconceituosos sem perceber, antes de ensinar seu filho é necessário ver o mundo com mente aberta.

Converse com a criança

Manter um bom diálogo com as crianças é muito importante para sua formação e desenvolvimento, sendo assim, procure sempre conversar e mostrar que o respeito é a base de tudo, tente explicar que não é porque o coleguinha é negro ou tem alguma deficiência que é inferior, ensine que diferenças não são defeitos.

Muitos têm medo de abordar questões raciais ou qualquer outra mais complexa em casa com receio de estar contribuindo para o preconceito, porém, não falar do assunto e ignorá-lo é pior, pois, todas as crianças necessitam dessa abordagem feita em casa para entender melhor o que é preconceito, como lidar com ele para saber viver em sociedade convivendo com as diferenças.

Se colocar no lugar do outro

Fazer a criança se colocar no lugar do outro, perguntando se ela gostaria de sofrer preconceito só por ser considerada diferente assim como o coleguinha é uma forma de mostrar que ninguém merece passar por situações constrangedoras.

Fazer uma criança entender porque duas pessoas do mesmo sexo decidiram viver juntas e formar uma família diferente da dela que tem a mãe e pai pode ser algo complicado, porém, é necessário ter a mente aberta para certos assuntos e procurar fazer a criança saber que é necessário respeitar as escolhas dos outros.

Não se mantenha em silêncio diante do preconceito

Para ser um bom exemplo para a criança é necessário não se calar diante do preconceito, ou seja, se fizer silêncio quando estiver em um grupo de amigos ou familiares com seu filho e surgir polêmicas relacionadas com preconceitos como pais gays terem direito a adoção ou o uso liberado dos banheiros pelos transgêneros você não pode se calar.

Se tiver coragem e expor o que pensa na frente do seu filho estará formando um defensor da justiça social.

Manter a calma em momentos tensos

Muitos pais acabam se mostrando pessoas preconceituosas em momentos tensos, seja por uma injustiça assistida na TV ou situações que vivencia coisa do tipo chamar uma pessoa de lerda, burra, preta ou qualquer outra coisa só porque prestou um serviço insatisfatório.

Fazer isso na frente do filho é um erro muito comum dos adultos que acabam induzindo ao preconceito, pois, a criança deve entender que não é a cor que define a capacidade de cada pessoa.

 

 

Luana Araujo Silva

Resindência em Enfermagem Neonatal pela Universidade Estadual de Londrina/PR com amplo campo de atuação: Maternidade de Baixo Risco, Maternidade de Alto Risco, Unidade de Cuidados Intermediários e Intensivos Neonatal, Recepção do Recém nascido termo e pré termo na sala de parto. Segmento ambulatorial do recém nascido pré termo Habilitada para inserção e manutenção de Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP/PICC), com auxilio de ultrassom e Inserção de Cateter Umbilical Arterial e Venoso. Também possui ampla bagagem na áreade aleitamento materno em recém-nascidos a termo e pré-termo.